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Piedade, a serra nobre


Minas Gerais são muitas. Um axioma incontestável que registra as marcas culturais que desenham o território mineiro com singularidades, tradições, riquezas e valores diversificados do Norte ao Sul, do Leste ao Oeste. Singularidades que responsabilizam a cidadania mineira na tarefa de bem administrar essas riquezas todas. E, quando se tem pouco, administrar é mais simples, mas se os bens são muitos, a exemplo do que ocorre nas diferentes culturas que tecem as muitas Minas, esse empreendimento é complexo. Exige qualificado exercício da cidadania, atenção amorosa redobrada e a competência inventiva para intervenções de maior alcance. Desconsiderar essas necessidades alimenta um risco abominável: o de negociar, a qualquer preço, as identidades culturais de Minas que podem impulsionar projetos com potencial para beneficiar toda a nação.


Assim, deve crescer a consciência entre os mineiros a respeito do inestimável valor das muitas culturas que integram o Estado. O começo de tudo é acabar com antipáticas chacotas a respeito da própria identidade. É preciso valorizar a mineiridade e entender a sua riqueza – tão importante quanto a terra e a natureza de Minas Gerais. Uma cultura sustentada pela história tricentenária deste Estado, fecundada pela religiosidade e pela nobreza da fé cristã. Eivada, sobretudo, pelos personagens de destaque nos mais diferentes âmbitos – cultura, artes, educação e política. O magnífico patrimônio de Minas exige mais, muito mais, de todos. E o primeiro passo é o res