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Projeto apoiado pelo Fundo Nacional de Solidariedade é inaugurado em Criciúma (SC)


Casa do Egresso acolhe ex-detentos e foi abençoada por dom Jacinto Inacio Flach como sinal de esperança aos que retornam à sociedade

O Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) é o gesto concreto da Campanha da Fraternidade. Nos últimos dois anos, entre as centenas de iniciativas apoiadas estava a Casa de Assistência ao Egresso Definitivo da Comarca de Criciúma (SC), idealizada pelo Serviço de Pastoral Carcerária (Sepasc) da diocese de Criciúma

Na última terça-feira, aconteceu a cerimônia de bênção e inauguração da casa, com a presença do bispo local, dom Jacinto Inacio Flach, e do secretário-executivo de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, padre Luís Fernando da Silva.

“Com muita alegria estamos aqui, nesta noite, para abençoar esta obra e pedir força e luz para que ela possa crescer e frutificar, e para que aqui sejam realizadas muitas obras de caridade. Muitas pessoas precisam de uma segunda ou terceira chance na vida e esperam que tenhamos um coração aberto para isso. Muitos não estão aqui, mas colaboraram. Esta Casa foi construída para acolher a todos. Se estamos aqui é porque acreditamos na misericórdia de Deus”, disse dom Jacinto, durante sua saudação, no início da missa.

Uma Igreja samaritana Representando a CNBB, o padre Luís Fernando da Silva, que é membro do Conselho Gestor do FNS manifestou alegria ao contemplar o projeto da Casa do Egresso, que tem seu olhar voltado para aqueles que, muitas vezes, são excluídos pela sociedade. “Para a Conferência dos Bispos é uma alegria poder contemplar aquilo que o Papa Francisco chama de ‘Igreja samaritana’. Nós conhecemos a Parábola do Samaritano: alguns passam perto das vítimas da sociedade e se desviam do caminho. O samaritano é aquele que se inclina sobre a dor do ser humano e cura suas feridas. Celebrar a apresentação desta obra é celebrar a Igreja samaritana. É a Igreja, é a sociedade que quer tocar nas feridas, quer tocar a vida destes nossos irmãos que, às vezes, não têm voz, não têm vez, não têm sua dignidade respeitada. Muitos destes nossos irmãos que serão acolhidos nessa casa, recém-saídos de um presídio, não são olhados pela sociedade. Na maioria das vezes, são descartados. Aqui, poderão encontrar acolhida, poderão encontrar alguém que cure suas feridas. Essa é a missão da Igreja, nos dias de hoje: curar as feridas de quem ninguém quer curar.

Fundo Nacional de Solidariedade auxilia diversas iniciativas por todo o Brasil “O Fundo Nacional de Solidariedade é uma iniciativa da Igreja no Brasil onde acontece a comunhão dos bens dos fiéis no período da Quaresma. Todos os anos, no Domingo de Ramos, é feita uma coleta em todas as missas celebradas nas comunidades paroquiais e, desse valor arrecadado, 60% fica na Diocese, e é chamado de Fundo Diocesano de Solidariedade. O bispo e o seu Conselho vão olhar para as realidades da sua diocese e procurar fazer encaminhamentos, sendo que 40% desse valor total é encaminhado para a sede da CNBB, em Brasília. Lá nós recebemos várias iniciativas de projetos, que são auditados pela CNBB, assistentes sociais, contabilistas, e escolhemos alguns para ajudar. Ajudamos uma média de 200 a 250 projetos por ano, somando um valor de, mais ou menos, 6 milhões de reais”, explica o secretário.

De acordo com padre Luís Fernando, o FNS, no ano de 2018, terá uma particularidade. “Estamos tendo o ingresso de muitos venezuelanos pelo Norte do Brasil, principalmente pelo Estado de Roraima, e o poder público, atualmente, não tem condições de ajudar tantos imigrantes. Foi feita uma proposta durante a Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida, de que 40% desse valor total que vai para Brasília, neste ano seja destinado para a causa dos venezuelanos. Houve votação unânime dos bispos apoiando essa iniciativa, porque sabemos como é urgente essa causa lá.

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