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Dia Internacional dos Povos Indígenas


De acordo com o senso demográfico de 2010, no Brasil existem mais de 800 mil indígenas, repartidos aproximadamente entre 305 etnias diferentes, com cerca de 274 idiomas.

Cidade do Vaticano

Comemora-se, nesta quinta-feira, 9 de agosto, o Dia Internacional dos Povos Indígenas, que, este ano, tem como tema: “Migração e movimento dos povos indígenas”. Este evento foi criado, em 1995, pela ONU, com o intuito de garantir a autodeterminação e os direitos humanos das diversas etnias indígenas do planeta.

Para esta ocasião, a Diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, enviou uma Mensagem intitulada “Migração e Movimento, para todos os povos indígenas, que estão entre as populações mais vulneráveis da terra.

Mensagem da Unesco

Este Dia Internacional é uma oportunidade para sensibilizar a opinião pública sobre sua situação precária, particularmente em relação à migração indígena no mundo.

A migração influencia o modo de vida de muitos povos indígenas, sejam eles nômade-pastoris, que seguem o calendário da transumância, como os pastores de gado “Fulani Vermelho” na África Ocidental, cuja migração sazonal abrange vários milhares de quilômetros; ou ainda os caçadores-coletores, que percorrem centenas de quilômetros para se beneficiar dos recursos exclusivos do ecossistema e para preservar um equilíbrio delicado, como os povos do deserto do Kalahari e da Bacia do Congo.

Entretanto, os povos autóctones atualmente estão cada vez mais expostos à migração forçada, que, muitas vezes, é resultado de desastres ecológicos e sociais e de conflitos políticos. Expulsos de seus territórios, seus estilos de vida e culturas se desintegram e desaparecem, até sem qualquer perspectiva de retorno.

A Unesco trabalha para ajudar os povos indígenas a enfrentar os desafios futuros, de acordo com a Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.

Assim, no Sudão do Sul, em colaboração com as autoridades locais e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a UNESCO desenvolve um programa de estudo para as sociedades pastoris, que abre caminhos para o estabelecimento de sistemas educacionais adaptados aos povos transumantes.

Para enfrentar o problema das migraç