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Catequese IV: O grande sonho de todos


A indissolubilidade matrimonial não é um dom apenas para os esposos, mas é para toda a comunidade e especialmente para aqueles que vivem a ferida de seu casamento em crise (...). A indissolubilidade é, portanto, um grande presente para toda a Igreja, porque comunica a todos o eterno e fiel amor de Deus em Cristo Jesus.

Cidade do Vaticano

Senhor Jesus Cristo, Vós que nos ensinastes a ser misericordiosos como o Pai celeste, e nos dissestes que quem Vos vê, vê a Ele. Mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos. O Vosso olhar amoroso libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro; a adúltera e Madalena de colocar a felicidade apenas numa criatura; fez Pedro chorar depois da traição, e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido. Fazei que cada um de nós considere como dirigida a si mesmo as palavras que dissestes à mulher samaritana: Se tu conhecesses o dom de Deus! Vós sois o rosto visível do Pai invisível, do Deus que manifesta sua omnipotência sobretudo com o perdão e a misericórdia: fazei que a Igreja seja no mundo o rosto visível de Vós, seu Senhor, ressuscitado e na glória. Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza para sentirem justa compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro: fazei que todos os que se aproximarem de cada um deles se sintam esperados, amados e perdoados por Deus. Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a sua unção para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor e a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem proclamar aos cativos e oprimidos a libertação e aos cegos restaurar a vista. Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia, a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém” (Papa Francisco, Oração para o Jubileu Extraordinário da Misericórdia 8 de dezembro de 2015)

É a primeira vez que o Evangelho apresenta a Jesus falando interagindo com os mestres do templo com perguntas e respostas, e diante de Seu discurso deixa todos espantados e surpresos por Sua inteligência.

É interessante notar como a Sua primeira intervenção não é um simples ensinamento antes do qual os Seus interlocutores se encontram em silêncio para ouvir e basta. Ele, por outro lado, interage, dialoga, pergunta, ouve, responde e, nesse diálogo bastante dinâmico e animado, surpreende a todos, a ninguém exclui.

A Sua é uma Palavra que consegue tocar a todos, e isso é visto desde a primeira vez que Ele fala. Desde o início, Ele não só mostra a capacidade de personalizar o Seu diálogo com todos os que encontra em Seu caminho, mas também e, acima de tudo, manifesta o desejo de abordar a todos, porque Ele «quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade» (1 Tm 2,4). Todos precisam da salvação de Deus, e esta redenção atinge cada homem através da misericórdia divina revelada na face do Filho. «É por isso – disse Papa Francisco - que instituí um Jubileu Extraordinário da Misericórdia como um tempo favorável para a Igreja, para que seja mais forte e mais efetivo o testemunho dos fiéis» (Misericordiae vultus 3).

Tal convite é dirigido primeiramente à Igreja, porque é acima de tudo ela que «tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que através dela deve alcançar o coração e a mente de cada pessoa. A Esposa de Cristo faz dela o comportamento do Filho de Deus que se dirige a todos sem excluir ninguém» (Misericordiae vultus 12).

Não há fragilidade ou fraqueza ou miséria humana que anule ou pare a misericórdia divina, mas, pelo contrário, «uma vez que se está revestido da misericórdia, mesmo que a condição de fraqueza para o pecado permaneça, é dominada pelo amor que permite que se veja além e viva de forma diferente» (Misericordia et misera 1).

É errado e um pouco enganoso pensar na ação misericordiosa de Deus como uma recompensa dada àqueles que abandonaram a sua miséria. A misericórdia de Deus nunca é conquistada ou paga muito caro, mas sempre é doada e oferecida gratuitamente a todos, para que cada um, como o filho pródigo, uma vez recoberto com as vestes mais bonitas do Pai que o aguarda desde o dia da sua partida, possa abraçar uma nova vida. Afinal, é a misericórdia de Deus que gera a conversão, não o contrário.

A conversão humana nunca será atrair e conquistar a misericórdia divina. É a experiência sempre gratuita e surpreendente do perdão de Deus que desencadeia no coração humano um verdad