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A vida não é amarela

14/09/2018

Setembro é amarelo, já a vida não pode ser confundida com qualquer cor que remeta à palidez. Ela tem a beleza das flores, a generosidade colorida que a natureza manifesta de maneira tão pródiga. A vida é para ser primavera, estação que começa justamente agora, em setembro. O colorido alegre das florações gera contraste com o “mês amarelo”, sinal de advertência para grave situação: o número de pessoas que cometem suicídio nos dias atuais.

Na campanha “Setembro Amarelo”, igrejas, pontos turísticos, monumentos e fachadas de prédios históricos recebem iluminação em tom amarelado, também outdoors, cartazes e campanhas, com as mesmas cores, convocando a população para ajudar na prevenção ao suicídio, compromisso cidadão e humanitário.

Popularmente é dito que “amarelar” representa omitir-se, embora seja notável a beleza da cor amarela na natureza, bandeiras e vestes. No contexto da Campanha realizada no mês de setembro, o alerta é claro: a vida não pode amarelar, perder seu brilho, a sua chama. As pessoas não podem desistir de viver. Eis, pois,

a urgência de um mutirão para preservar esse dom, e mudar a triste realidade revelada em estatísticas a respeito do suicídio no Brasil e no mundo. A união em defesa da vida deve contar com o empenho de segmentos importantes na sociedade, que incluem as instituições públicas e privadas, as escolas, as famílias, os amigos, os colegas de trabalho.

Pede-se ainda aos meios de comunicação que invistam, cada vez mais, no processo educativo capaz de quebrar um tabu – falar sobre o suicídio. Muitos ainda acreditam que dedicar-se ao tema motiva pessoas a colocarem fim às próprias vidas. Falar sobre o suicídio, de modo apropriado, a partir do diálogo e do amor ao próximo, permite agir decisivamente na prevenção desse mal. Importante também distanciar-se das inverdades, sobre si, sobre o outro e a respeito da vida, para enfrentar, inventiva e afetivamente, os desgastes que a sociedade contemporânea impõe a todos, com seus ritmos, dinâmicas e falta de valores essenciais ao bem comum.