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Papa no Angelus: discernimento para descobrir a tempo germe do totalitarismo


"Façamos memória daqueles tempos e peçamos ao Senhor que nos conceda o dom do discernimento para descobrir, a tempo, qualquer novo germe daquele comportamento pernicioso, qualquer aragem que atrofie o coração das gerações que, não o tendo experimentado, poderiam correr atrás daqueles cantos de sereia", disse o Papa no Angelus, referindo-se à perseguição contra os judeus no Gueto em Vilnius.

Manuel Tavares - Cidade do Vaticano

Após a celebração da Eucaristia no Parque Sántakos, de Kaunas, o Santo Padre passou à habitual oração mariana do Angelus, ao meio-dia, antes da qual pronunciou uma alocução, recordando o Livro da Sabedoria, da liturgia de hoje, que fala do justo perseguido, cuja simples presença incomoda os ímpios. No ímpio, o mal procura sempre aniquilar o bem”. E Francisco recordou:

“Há setenta e cinco anos, esta Nação assistia à definitiva destruição do Gueto de Vilnius e o aniquilamento de milhares de judeus. Como no livro da Sabedoria, o povo judeu passou por ultrajes e tormentos. Por isso, em memória daqueles tempos, peçamos ao Senhor que nos conceda o dom do discernimento daquele comportamento pernicioso, que atrofia o coração das gerações, que não o tendo experimentado, poderiam correr atrás daqueles cantos de sereia”.

Angelus de 23 de setembro de 2018

Citando o Evangelho do dia, sobre a ânsia de querer ser o primeiro e predominar sobre os outros, o Santo Padre recordou o conselho de Jesus: “ser o último e o servo de todos. Se nos deixarmos guiar por este propósito, então a globalização da solidariedade se tornará uma realidade”. E o Papa concluiu com uma exortação:

“Aqui, na Lituânia, há uma “Colina das Cruzes”, onde milhares de pessoas, através dos séculos, plantaram o sinal da cruz. Por isso, convido-os, a pedir a Maria que nos ajude a plantar a cruz do nosso serviço e da nossa dedicação, indo ao encontro de quem mais precisa da nossa atenção, como os excluídos, as minorias, os marginalizados, os descartados”.

Antes de abençoar e se despedir dos fiéis de Kaunas, o Santo Padre aproveitou a oportunidade para agradecer à Presidente e Autoridades da Lituânia, bem como os Bispos e todos os que contribuíram para o bom êxito da sua peregrinação ao país.

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