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Papa: a saúde é um direito universal, não um bem de consumo


No tweet por ocasião da Conferência Global sobre assistência sanitária básica, em andamento no Cazaquistão, o Papa Francisco convida todos a unirem esforços para que os serviços de saúde sejam acessíveis a todos.

Cidade do Vaticano

"A saúde não é um bem de consumo, mas um direito universal: unamos os esforços para que os serviços de saúde sejam acessíveis a todos. #HealthForAll" . Este é o Tweet lançado pelo Papa Francisco na conta @Pontifex, por ocasião da Global Conference on Primary Health Careem andamento nestes dias 25 e 26 de outubro em Astana, Cazaquistão, promovido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), UNICEF e pelo governo do Cazaquistão, para reiterar o princípio de que "todos devem ter acesso aos cuidados de saúde, sejam eles quem forem, onde quer que estejam".

Riscos de um modelo empresarial na saúde

Um tema particularmente caro ao Papa Francisco. "Se há um setor onde a cultura do descarte mostra claramente suas dolorosas consequências, é precisamente o da saúde", havia dito em seu discurso aos participantes do encontro promovido pela Comissão Caridade e Saúde da Conferência Episcopal Italiana, em 10 de fevereiro, 2017.

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"Quando a pessoa doente não é colocada no centro e considerada em sua dignidade, criam-se atitudes que podem levar até mesmo à especular sobre as desgraças dos outros. E isso é muito grave! É preciso estar vigilantes, especialmente quando os pacientes são idosos com uma saúde severamente comprometida, se eles estão sofrendo de doenças graves e dispendiosas para os seus cuidados ou são particularmente difíceis, tais como pacientes psiquiátricos. O modelo empresarial no setor de saúde, se adotado de forma indiscriminada, ao invés de otimizar os recursos disponíveis, corre o risco de produzir descartes humanos. Otimizar os recursos significa usá-los de maneira ética e solidária e não penalizar os mais frágeis. Em primeiro lugar está a inviolabilidade da dignidade de cada pessoa humana desde o momento da concepção até o seu último respiro (Mensagem para o XXV Dia Mundial do Doente 2017, 08 de dezembro de 2016). Que não seja apenas o dinheiro a orientar as escolhas políticas e administrativas, chamadas a salvaguardar o direito à saúde ".

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